Aneel confirma bandeira amarela na luz em setembro
Cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos chega ao quinto mês seguido em todo o país
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, que a bandeira tarifária de setembro permanecerá amarela em todo o país. A medida mantém uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, informação divulgada pelo Alagoas Alerta, pelo Blog do BG, pela Folha MS e pelo Jornal Hora Extra.
A cobrança extra atinge consumidores residenciais, comerciais e industriais ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que reúne a maior parte do território brasileiro. Segundo o Jornal Hora Extra, o valor final na conta varia de acordo com o consumo de cada unidade.
De acordo com a Folha MS, uma residência que consome 200 kWh por mês pagará cerca de R$ 3,77 a mais só por conta da bandeira. Já um consumo de 300 kWh gera acréscimo aproximado de R$ 5,66, valor também citado pelo Alagoas Alerta. Esses números não incluem outros componentes da fatura, como tarifa de distribuição, encargos e tributos.
Por que a bandeira segue amarela pelo quinto mês
Esta é a quinta vez consecutiva que a bandeira amarela é aplicada em 2026, conforme apontam as quatro reportagens. O mecanismo entrou em vigor em maio e se estendeu por junho, julho e agosto, depois de um início de ano em que a bandeira permaneceu verde, sem cobrança adicional, entre janeiro e abril.
A explicação da Aneel, reproduzida pelo Blog do BG e pela Folha MS, está ligada ao período seco, que reduz o volume de água nos reservatórios das hidrelétricas. Com menos geração hidráulica disponível, o sistema elétrico passa a recorrer com mais frequência a usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais alto.
O Jornal Hora Extra destaca que essa diferença de custo é justamente o que o sistema de bandeiras tarifárias tenta sinalizar ao consumidor mês a mês. A permanência na cor amarela, e não em um patamar vermelho, indica que a situação de geração ainda não chegou a um nível considerado mais crítico, mas também está longe do cenário ideal.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras informa periodicamente as condições de geração de energia elétrica no Brasil e os custos envolvidos, segundo descrição publicada pela Folha MS. As cores funcionam como um alerta direto ao bolso do consumidor.
- Bandeira verde: condições favoráveis de geração, sem cobrança adicional.
- Bandeira amarela: condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
- Bandeira vermelha, patamar 1: custo mais elevado de geração, com adicional de R$ 4,463 a cada 100 kWh.
- Bandeira vermelha, patamar 2: cenário de maior custo, com adicional de R$ 7,877 a cada 100 kWh.
O Alagoas Alerta reforça que a cobrança da bandeira não é definida pelas distribuidoras locais, mas sim pela Aneel, com base nas condições nacionais de geração. No caso de Alagoas, a distribuição é feita pela Equatorial Alagoas, mas o valor da bandeira segue a regra estabelecida para todo o SIN.
Recomendações para reduzir o impacto na conta
A Aneel recomenda aos consumidores medidas simples para tentar amenizar o efeito da cobrança extra, conforme citado pela Folha MS e pelo Jornal Hora Extra. Entre as orientações estão evitar deixar aparelhos ligados sem uso, reduzir o tempo de funcionamento de equipamentos de maior consumo e aproveitar a iluminação natural durante o dia.
O Alagoas Alerta acrescenta uma lista mais detalhada de hábitos, como manter o ar-condicionado com temperatura adequada e filtros limpos, verificar o funcionamento correto de geladeiras e freezers, e evitar abrir a geladeira repetidas vezes. Segundo o veículo, o cuidado é ainda mais relevante em períodos de calor, quando aparelhos de refrigeração tendem a ficar ligados por mais tempo.
Nenhuma das fontes menciona alterações na tarifa básica cobrada pelas distribuidoras. A cobrança da bandeira é um valor à parte, aplicado sobre o consumo registrado, independentemente de eventuais reajustes na tarifa de energia em si.
O que observar para os próximos meses
Na prática, o consumidor não precisa tomar nenhuma providência administrativa: o valor da bandeira amarela já será aplicado automaticamente na fatura de setembro, sem necessidade de solicitação ou ajuste de cadastro. O que muda é o quanto cada família vai pagar a mais, e isso depende diretamente do volume de energia consumido no período.
As reportagens não trazem uma previsão oficial da Aneel sobre o comportamento da bandeira em outubro. Segundo o Jornal Hora Extra, a manutenção ou não da cobrança extra nos próximos meses depende da evolução das chuvas e da recuperação do nível dos reservatórios, fatores que ainda não têm data definida para melhorar.
Até lá, a recomendação repetida pelas quatro fontes é a mesma: acompanhar o consumo mensal e evitar desperdícios, já que pequenas mudanças de hábito têm efeito direto sobre o valor final da conta, especialmente em residências com consumo mais alto.
Fontes consultadas
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