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Negócios30 de agosto de 20263 min de leitura
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Aneel mantém bandeira amarela na conta de luz em setembro

É o quinto mês seguido com cobrança extra, resultado do período seco e do maior uso de usinas termelétricas no país
Aneel mantém bandeira amarela na conta de luz em setembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para setembro de 2026, informou o órgão nesta sexta-feira (28 de agosto). A medida se aplica a todos os consumidores ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e representa o quinto mês seguido de cobrança extra na conta de luz.

O acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, segundo divulgou a agência reguladora. Na prática, uma residência que consuma 200 kWh no mês pagará cerca de R$ 3,77 além do valor normal da tarifa, e quem consome 300 kWh terá acréscimo próximo de R$ 5,66, conforme cálculo apresentado pelo Campo Grande News.

Por que a bandeira amarela foi mantida

Segundo a Aneel, a decisão está relacionada ao período seco enfrentado pelo país, que reduz o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Com menos água disponível, o sistema elétrico precisa recorrer a usinas termelétricas para suprir a demanda, e essa fonte tem custo de operação mais alto.

"A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados", afirmou a Aneel, em nota reproduzida pelo Agreste Portal e pela CNN Brasil.

A agência voltou a recomendar atenção ao consumo doméstico durante o período. De acordo com o Campo Grande News, entre as medidas sugeridas estão desligar equipamentos que não estão em uso e reduzir o tempo de funcionamento de aparelhos que consomem mais energia.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente as condições de geração de energia elétrica no país e repassa esse custo ao consumidor. Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional na conta.

Já as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2 indicam custos crescentes de geração e, consequentemente, valores extras cobrados por 100 kWh consumidos. Segundo o Boca.com.br, a bandeira vermelha patamar 1 custa R$ 4,46 a cada 100 kWh, e a vermelha patamar 2 chega a R$ 7,87 a cada 100 kWh, valores bem superiores ao praticado atualmente pela amarela.

A CNN Brasil destaca ainda que a Aneel pode adotar, em situações excepcionais, bandeiras extraordinárias fora dessa escala padrão, como ocorreu durante a crise hídrica de 2021.

Quinto mês consecutivo de cobrança extra

De acordo com o Campo Grande News, a bandeira amarela está em vigor desde maio de 2026 e se manteve em junho, julho e agosto antes de ser confirmada novamente para setembro. Antes disso, entre janeiro e abril, os consumidores estiveram sob bandeira verde, sem cobrança adicional.

O Boca.com.br reforça que a tarifa extra passou a ser aplicada automaticamente nas faturas sempre que a geração de eletricidade se torna mais cara para o sistema, o que tem se repetido nos últimos meses em razão do período seco.

O que o consumidor pode fazer agora

A manutenção da bandeira amarela confirma que a conta de luz de setembro virá com acréscimo em todo o território nacional, sem distinção entre estados ou operadoras. O valor final depende diretamente do consumo registrado em cada residência ou estabelecimento.

Ainda não há indicação da Aneel sobre quando o país deve voltar à bandeira verde, já que a decisão é tomada mensalmente e depende das condições dos reservatórios e da necessidade de acionamento de termelétricas. Até a nova avaliação da agência, a recomendação é acompanhar o consumo e adotar hábitos que reduzam o uso de energia em horários de maior demanda, sobretudo com equipamentos de alto consumo elétrico.

Fontes consultadas

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