março 13, 2026
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Banco Central liquida Dank Bank após crise

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Dank Sociedade de Crédito Direto, uma fintech sediada em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. A decisão foi formalizada na quarta-feira, 11 de março de 2026, pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte.

A medida foi tomada devido ao que o BC classificou como grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição e por graves violações às normas que regem sua atividade. A publicação oficial do documento ocorreu na quinta-feira, 12 de março.

Dados do sistema IFData, do próprio Banco Central, referentes a setembro de 2025, mostram a situação precária da fintech. Naquele período, a Dank acumulava um passivo de aproximadamente R$ 45 milhões. Seu patrimônio líquido estava registrado em R$ 975 mil, enquanto o lucro líquido era negativo em R$ 1,35 milhão.

Para conduzir o processo, o BC nomeou a empresa Faccio Administrações como liquidante, designando Valdor Faccio como responsável técnico. A autoridade monetária também tornou indisponíveis os bens do controlador da instituição, Alcir Vidau Oldenburg.

Além disso, os ex-administradores da Dank, Ana Paula Bueno Cavalcante, Cláudio Roberto Alves e Tiago Coelho Przywitowski, tiveram seus bens bloqueados pela decisão do Banco Central.

As Sociedades de Crédito Direto (SCDs), categoria à qual a Dank pertencia, operam com recursos próprios para realizar operações de crédito por meio de plataformas eletrônicas. Essas instituições têm permissão para prestar serviços de análise de crédito para terceiros, cobrar créditos, distribuir seguros relacionados às operações concedidas e emitir moeda eletrônica.

A fintech havia recebido autorização do Banco Central para funcionar em 2022 e integrava o segmento S5, destinado a instituições financeiras de pequeno porte. Apesar de não possuir licença bancária, a empresa se identificava como Dank Bank em suas redes sociais. Seu site listava serviços como emissão de Cédula de Crédito Bancário (CCB), crédito consignado e Bank as a Service (BaaS).

A ação do Banco Central reflete a supervisão contínua sobre o sistema financeiro nacional, especialmente sobre as instituições que atuam no nicho de fintechs e crédito direto. A liquidação extrajudicial é um procedimento aplicado quando há riscos à estabilidade da instituição ou violações regulatórias graves, visando proteger os credores e o mercado.

Casos como o da Dank destacam a importância do monitoramento dos indicadores financeiros e da conformidade legal por parte das autoridades. A rápida intervenção busca conter prejuízos maiores e preservar a confiança no setor, que tem registrado crescimento significativo nos últimos anos com a expansão das empresas de tecnologia financeira.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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