agosto 1, 2026
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Bolsa abre com atraso na B3; dólar sobe com Fed e balanços

Bolsa abre com atraso na B3; dólar sobe com Fed e balanços

A Bolsa brasileira abriu as negociações por volta das 12h45 desta sexta-feira (31), após quase três horas de atraso por problemas operacionais na B3. O dólar operava em leve alta, com os investidores acompanhando a temporada de balanços corporativos e os indicadores econômicos dos Estados Unidos.

Às 14h55, a moeda norte-americana subia 0,18%, cotada a R$ 5,071. A Bolsa deveria ter iniciado as negociações às 10h, mas a B3 informou um atraso na abertura da negociação de ativos. Segundo a Bolsa, os ativos cambiais e os demais ativos permaneceram em leilão até a normalização do sistema.

Em nota, a B3 informou que a negociação de todos os ativos foi retomada às 12h30. Os contratos de dólar padrão, no entanto, já haviam iniciado as negociações às 9h35. O atraso foi provocado por uma intercorrência operacional em um dos componentes tecnológicos do ambiente de pós-negociação.

Às 14h50, a Bolsa estava em alta de 0,63%, aos 178.278 pontos. Entre os destaques, as ações do Santander Brasil (SANB11) avançavam 13,34% às 15h, cotadas a R$ 28,62. Na quinta-feira (30), o banco anunciou a intenção de lançar uma oferta pública para adquirir todas as ações em circulação de sua operação brasileira, que representam cerca de 10% do capital social do Santander Brasil.

O objetivo é adquirir a totalidade das ações ordinárias, preferenciais e ADSs (American Depositary Shares, ações listadas nos Estados Unidos) em circulação que ainda não pertencem ao Santander, controlador da operação brasileira. A proposta prevê uma oferta de permuta, na qual os acionistas do Santander Brasil receberiam novas ações emitidas pelo Santander global e listadas no Brasil.

Em Wall Street, os principais índices operam em alta nesta sexta, com os investidores repercutindo a temporada de balanços corporativos. Às 15h01, o S&P 500 avançava 0,61%, o Dow Jones tinha alta de 0,55% e o Nasdaq avançava 0,82%. Na véspera, o dia foi positivo para as Bolsas norte-americanas. O Dow Jones subiu 1,19%, o S&P 500 avançou 1,67% e o Nasdaq ganhou 2,78%.

Segundo Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o desempenho dos mercados tem sido impulsionado principalmente pelos resultados corporativos, em especial das empresas de tecnologia. O especialista destaca os balanços de Microsoft e Amazon, que foram impulsionados principalmente pelo segmento de computação em nuvem, diretamente ligado aos avanços em inteligência artificial.

Na última quarta (29), o Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,5% a 3,75% pela quinta reunião consecutiva. Em entrevista após a decisão, Kevin Warsh, presidente do Fed, voltou a defender a meta de inflação de 2% e admitiu desconforto com os preços ainda elevados nos EUA. “Não existe uma meta implícita mais branda. Existe apenas uma meta, e ela é de 2%”, afirmou.

No Brasil, os investidores acompanham o cenário fiscal. A dívida bruta do país subiu mais do que o esperado em junho, quando o setor público consolidado registrou déficit primário acima das expectativas, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta. A dívida pública bruta como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) fechou junho em 81,9%, ante 81% em maio. Já a dívida líquida do setor público passou de 67,9% para 68,5% do PIB.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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