junho 8, 2026
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Caso Master: Moraes e Nunes Marques sob suspeita

No Estadão Analisa desta segunda-feira, 8 de junho, Carlos Andreazza comentou a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou o pedido de suspeição apresentado por quatro senadores contra o ministro Kassio Nunes Marques. O magistrado foi sorteado para relatar o mandado de segurança relacionado à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o Banco Master.

Os senadores Eduardo Girão, Alessandro Vieira, Marcos Pontes e Plínio Valério argumentaram que Nunes Marques não deveria atuar no caso devido à sua proximidade com o senador Ciro Nogueira. O parlamentar está entre os citados nas apurações que envolvem suspeitas de participação em um esquema de fraude financeira associado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Andreazza também comentou sobre o caso do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, que acionou o STF para pedir o afastamento do ministro Alexandre de Moraes da análise de um requerimento ligado a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. O pedido ocorre após o deputado Lindbergh Farias solicitar a ampliação de uma investigação que já envolve Eduardo Bolsonaro, incluindo também Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro no escopo das apurações.

O debate no programa abordou os limites da atuação dos ministros do STF em casos que envolvem figuras políticas com as quais mantêm relações pessoais ou institucionais. A decisão de Fachin de rejeitar a suspeição de Nunes Marques foi vista como um precedente sobre como a Corte trata esse tipo de pedido. Enquanto isso, o pedido de Flávio Bolsonaro contra Moraes adiciona mais um capítulo à complexa relação entre o Legislativo e o Judiciário, em meio a investigações que se desdobram a partir do escândalo envolvendo o Banco Master e suas supostas conexões políticas.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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