O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22), a antecipação do início do suprimento de cinco contratos de leilões de reserva de capacidade. A medida vai garantir 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional a partir de 1º de setembro.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi tomada com base em recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O objetivo é reforçar a segurança do atendimento eletroenergético em 2026 e no início de 2027.
O parecer do ONS aponta uma probabilidade elevada de ocorrência do El Niño no segundo semestre de 2026. O fenômeno pode reduzir a oferta de energia gerada na região Norte e aumentar a carga do sistema por causa das temperaturas mais altas e do maior consumo.
A decisão também considerou as incertezas geopolíticas atuais, que podem afetar os preços dos combustíveis. Estudos do ministério indicam que usar usinas sem contrato para suprir a carga custa, no mínimo, 25% a mais do que a contratação feita em leilões.
Os contratos antecipados são de empreendimentos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026). O certame de março deste ano definiu em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas contratou 2,2 GW.
O CMSE informou que continuará monitorando as condições de abastecimento e atendimento ao mercado de energia elétrica do país. As definições finais da reunião serão consolidadas em ata e divulgadas conforme o regimento.
