junho 1, 2026
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Concessão eleva aprovação da Rodoviária do Plano Piloto para 86%

Concessão eleva aprovação da Rodoviária do Plano Piloto para 86%

A Rodoviária do Plano Piloto completou, nesta segunda-feira (1º/6), um ano sob concessão da Concessionária Catedral. Um levantamento do Instituto Opinião mostra que a aprovação do terminal subiu de 45,61% para 86,13% no período. Esse aumento está ligado a intervenções na infraestrutura, avanços na acessibilidade e reforço na segurança.

Cerca de 700 mil pessoas passam pela rodoviária diariamente, entre passageiros e trabalhadores. No modelo atual, a concessionária cuida da infraestrutura, enquanto a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) mantém o controle do sistema de transporte, incluindo regulação, operação dos ônibus e política tarifária.

Usuários e gestores destacam a recuperação de escadas rolantes e elevadores, que agora funcionam com manutenção preventiva 24 horas. Também foi implantado um novo Centro de Controle Operacional (CCO), com 62 câmeras de videomonitoramento e reconhecimento facial. A avaliação positiva da segurança subiu de 32,70% para 85,89%.

O administrador da Rodoviária, Leonardo Moreira, afirmou que as 12 escadas rolantes foram modernizadas e que os elevadores voltaram a operar. Segundo ele, a manutenção consegue recolocar um equipamento em funcionamento em cerca de 10 minutos. Ele disse ainda que o índice de vandalismo caiu quase a zero.

A concessionária iniciou a reforma dos banheiros e concluiu a recuperação dos pilares. Equipes seguem trabalhando em vigas e lajes. Moreira informou que, após essa etapa, começará a construção do novo terminal do BRT.

As melhorias em acessibilidade e organização dos espaços mudaram a rotina no terminal. Passageiros e profissionais de educação inclusiva relataram menos obstáculos nos corredores e menor interferência de ambulantes. Manoela Suzart, mãe de uma criança cadeirante, disse que se sente mais segura ao circular pelo local. Karina Gonçalves, professora de Orientação e Mobilidade do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV), afirmou que o trabalho com alunos ficou mais viável após a modernização.

Na área comercial, a nova gestão abriu diálogo com antigos ambulantes, em parceria com órgãos do GDF e com o Sebrae, para regularizar as atividades. O terminal passou a ter 150 lojas, que geram emprego para cerca de 450 trabalhadores. Os comerciantes deixaram de ser permissionários e passaram a atuar como locatários.

Alex Alves, vendedor de açaí, disse que trabalhou informalmente por 15 anos e hoje opera com carrinho padronizado e legalizado. Aduir da Silva, que vende salgados há 19 anos na rodoviária, relatou mudança na rotina após a formalização, com mais tranquilidade e seis pessoas empregadas em seu quiosque.

Nos últimos 12 meses, o terminal ganhou novos serviços de acolhimento, como sala multissensorial para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), fraldário e o Cantinho do Desabafo, que oferece suporte emocional gratuito. Em novembro do ano passado, foi inaugurada uma sala de amamentação no banheiro feminino do piso inferior, com pia, chuveirinho, trocador, micro-ondas e assentos.

A concessionária mantém um canal de comunicação com o público pelo e-mail [email protected], para sugestões, elogios ou críticas. As informações são da Agência Brasília.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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