O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, de 70 anos, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal por Goiás em 2026 não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. “Não estamos voltando para ter resgate de nada. É porque há uma necessidade de ampliar a bancada do PT”, disse em entrevista.
Preso duas vezes, Delúbio nega as acusações e chama o mensalão de “ação penal 470”. Ele admite a existência de caixa dois em campanhas petistas, mas nega o pagamento de mesada a deputados. Foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa, cumpriu pena e recebeu indulto em 2016. Em 2018, foi condenado pela Lava Jato, mas a sentença foi anulada pelo STJ em 2023.
Além de Delúbio, outros condenados no mensalão, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado João Paulo Cunha, também tentarão vagas na Câmara dos Deputados em 2026. Delúbio afirma que quer estar no Congresso para ajudar o presidente Lula a governar e aumentar a bancada progressista de Goiás. Ele defende pautas como energia, transporte e educação, e propõe a criação de um fundo soberano para a educação básica.
Delúbio também comentou sobre a dificuldade de negociar com o Congresso, dizendo que os deputados votam de acordo com os interesses de quem os elegeu. Ele reafirmou seu compromisso com o PT, partido que ajudou a fundar, e disse que não guarda mágoas de sua expulsão, ocorrida entre 2005 e 2011. Sobre a volta de figuras ligadas ao mensalão, ele reiterou que não se trata de um resgate de imagem, mas de uma necessidade política.
Delúbio Soares é professor e metalúrgico, foi um dos fundadores do PT e tesoureiro do partido. Além das condenações no mensalão e na Lava Jato, ele também foi alvo de processos que foram anulados. Ele se apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo PT em Goiás.
