julho 11, 2026
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França assume posto que foi do Brasil nas semifinais

França assume posto que foi do Brasil nas semifinais

Com a classificação da Espanha sobre a Bélgica, depois de um jogo duríssimo e equilibrado, a Copa do Mundo chega ao último dia das quartas de final com um cenário bastante revelador. A França, principal força entre as seleções que continuam na disputa, já havia eliminado o Marrocos e garantido sua vaga. Neste sábado, Noruega x Inglaterra e Argentina x Suíça completam o quadro das semifinais.

A matemática é simples. A Europa já tem dois semifinalistas assegurados e certamente terá um terceiro, porque noruegueses e ingleses se enfrentam. Resta saber se a Argentina conseguirá impedir um domínio absoluto do continente. Caso supere a Suíça, a América do Sul terá um único representante. Se for eliminada, as quatro semifinalistas serão europeias.

Esse cenário não é fruto do acaso. A Europa concentra os campeonatos mais fortes, a maior capacidade de investimento, estruturas de excelência e praticamente todos os principais jogadores do planeta. Mesmo os grandes talentos revelados em outros continentes acabam sendo formados e aperfeiçoados dentro desse ambiente.

A Argentina ainda tem qualidade e tradição para desafiar esse domínio, mas não encontrará facilidade diante da Suíça, que já eliminou a Colômbia e mostrou organização suficiente para incomodar qualquer adversário.

Olhando para as seleções sul-americanas que ficaram pelo caminho, talvez a Colômbia tenha merecido uma sorte melhor. O Brasil, não. Quase uma semana depois da eliminação, já é possível analisar o episódio sem a emoção do resultado: a seleção brasileira saiu de forma coerente com o futebol pobre que apresentou. Entre as grandes candidatas ao título, foi a que menos justificou sua fama.

As semifinais definidas neste sábado confirmarão uma realidade que já não pode ser escondida: o centro do futebol mundial mudou de endereço. A França simboliza melhor do que qualquer outra seleção essa nova ordem. É forte, competitiva, respeitada, chega sempre entre as favoritas e transformou a presença nas fases decisivas em hábito. Em outras palavras, a França é hoje o que o Brasil já foi no passado.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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