maio 30, 2026
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Minas acertou 92% dos resultados presidenciais

Minas Gerais acertou 92% dos resultados das eleições presidenciais. De 13 disputas realizadas no Brasil de 1945 a 2022, os presidentes eleitos venceram no Estado 12 vezes.

Isso porque Minas é dividida em 13 Regiões Geográficas Intermediárias, com características que refletem as diversidades encontradas no Brasil. Essas regiões apresentam particularidades socioeconômicas e culturais distintas. O resultado são comportamentos eleitorais diferentes dentro de uma única unidade da Federação.

Além disso, o Estado também é o 2º maior colégio eleitoral do Brasil, com 16.307.287 pessoas aptas a votar, segundo dados de abril do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número representa 10,3% do eleitorado nacional.

Dos 9 presidentes eleitos democraticamente de 1945 a 2022, só Getúlio Vargas (PTB) chegou à Presidência sem ser o mais votado em Minas Gerais.

Vargas venceu sem conquistar Minas em 1950

Getúlio Vargas disputava seu retorno ao poder em 3 de outubro de 1950. O gaúcho havia comandado o país por 15 anos, de 1930 a 1945. Seus principais adversários eram o brigadeiro Eduardo Gomes (UDN) e o mineiro Cristiano Machado (PSD).

Com 1.936.691 eleitores em 1950, Minas já tinha o 2º maior colégio eleitoral do Brasil. Eduardo Gomes venceu no Estado com 441.690 votos. Vargas foi o 2º candidato mais votado pelos mineiros, com 418.194 votos. Mesmo tendo perdido em Minas, o ex-presidente foi eleito e comandou o país até 1954, quando morreu. Das 13 disputas presidenciais de 1945 a 2022, essa foi a única vez em que Minas não acertou o resultado das eleições.

Eleição de 2022 espelhou polarização nacional

A eleição presidencial de 2022 exemplificou como Minas Gerais reproduz as dinâmicas eleitorais do Brasil. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 50,20% dos votos válidos, contra 49,80% de Jair Bolsonaro (PL) no Estado. No Brasil, o petista venceu por 50,90% contra 49,10%.

A diferença mínima entre os candidatos em Minas espelhou a polarização observada nacionalmente. A combinação entre volume expressivo de eleitores e diversidade regional transforma o Estado em um microcosmo do eleitorado brasileiro.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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