Entidades sociais e movimentos populares se reúnem nesta sexta-feira (31) em São Paulo para criar as Brigadas de Agitação e Propaganda. O objetivo é mobilizar militantes nas ruas e nas redes sociais em defesa da reeleição do presidente Lula (PT). O lançamento da iniciativa será no Sindicato dos Químicos.
As brigadas serão formadas pela Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), União dos Movimentos de Moradia (UMM), Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o PT.
Os integrantes vão atuar de forma permanente nos bairros, comunidades, locais de trabalho e plataformas digitais. As atividades incluem panfletagens, visitas domiciliares, rodas de conversa, intervenções culturais, mobilizações de rua e comunicação popular.
A mobilização começou de forma virtual com a presença de 400 militantes. Atualmente, há 342 brigadas e quase 6.280 participantes.
A coordenadora nacional da CMP, Miriam Hermógenes, disse que as brigadas são um chamado à participação popular. Segundo ela, qualquer pessoa comprometida com a defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo pode integrar o processo.
Miriam afirmou que o objetivo é fortalecer o trabalho de base, ampliar o diálogo com a população e construir uma presença permanente nos territórios e nas redes, ouvindo as pessoas e organizando ações coletivas.
Movimentos preparam ações para 2026
A criação das brigadas ocorre em um contexto de articulação política para as eleições de 2026. Os movimentos populares envolvidos na iniciativa têm histórico de atuação em pautas sociais e trabalhistas. A CMP, o MAB, o MPA, a UMM e a FUP já participaram de campanhas anteriores do PT.
O evento de lançamento contará com lideranças dessas entidades. A expectativa dos organizadores é ampliar o número de brigadas nos próximos meses, com foco em bairros periféricos e áreas rurais. As ações nas redes sociais também devem ser intensificadas, com produção de conteúdo e monitoramento de debates online.
