Carlos “El Indio” Solari, líder da banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota e lenda do rock argentino, morreu nesta sexta-feira aos 77 anos. A informação foi confirmada por fontes policiais ao jornal Clarín. O músico estava em sua casa em Parque Leloir, Ituzaingó, acompanhado pela família.
Nascido em Paraná, Entre Ríos, Solari se tornou uma figura central da contracultura dos anos 80 em La Plata. Nos últimos anos, ele enfrentava o Mal de Parkinson, doença que o afastou dos palcos e limitou suas aparições públicas.
Skay Bellinson, ex-guitarrista do Patricio Rey e histórico parceiro criativo do Indio, publicou uma despedida em suas redes sociais. “Te levo em cada lembrança, em cada canção de ontem. Com uma imensa dor. Boa viagem meu querido amigo, até sempre. Agora você é a luz que viaja entre nós e para sempre”, escreveu. Bellinson também suspendeu o show que faria com sua banda, Los Fakires, no Bioceres Arena, em Rosário.
O ex-presidente Alberto Fernández, fã declarado da banda, também se manifestou. “Um artista coerente que se manteve fiel aos seus princípios e se conectou como poucos com diferentes gerações de argentinos”, escreveu em sua conta no X.
O empresário Mario Pergolini estava no ar pela rádio Vorterix quando a notícia começou a se espalhar. “Nos despedimos e tudo o que vai tocar agora é Redondos e música do Indio. Não temos palavras, sabemos que vai ter muita gente muito dolorida”, disse.
O Club Belgrano, atual campeão do futebol argentino, também prestou homenagem. “Para sempre nas bandeiras e nas canções do Povo”, publicou o clube.
Há pouco mais de um mês, em 16 de maio, a Universidade de Buenos Aires (UBA) concedeu ao Indio o título de Doutor Honoris Causa. O guitarrista Gaspar Benegas, da última banda do Indio, recebeu a distinção. Solari agradeceu por meio de um áudio. “Queria agradecer ao reitorado e a todos que impulsionaram esta distinção. Distinção que me deixa muito feliz”, disse na ocasião.
