A OpenAI defende a criação de um órgão mundial para regular a inteligência artificial. A proposta foi apresentada pelo diretor de Assuntos Globais da empresa, Chris Lehane, que citou a Agência Internacional de Energia Atômica como um exemplo de governança a ser seguido.
A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (13). O executivo respondeu a uma pergunta sobre o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.
Segundo Lehane, a inteligência artificial supera questões comerciais convencionais. “A IA, em algum nível, transcende muitos dos problemas predominantes ou tradicionais relacionados ao comércio”, disse o executivo.
Lehane sugeriu que os Estados Unidos poderiam liderar essa nova instituição. Ele propôs que o Centro de Padrões e Inovação em IA, do governo americano, seja conectado a outros centros de regulação pelo mundo.
A OpenAI já se posicionou a favor de um órgão regulador global em outras ocasiões. A criadora do ChatGPT tem reforçado a necessidade de regras internacionais para acompanhar o avanço tecnológico.
No início do ano, o CEO da companhia, Sam Altman, classificou a medida como urgente. O executivo fez a defesa da regulação mundial da inteligência artificial em fevereiro.
Outras iniciativas de regulação
A discussão sobre a regulação da inteligência artificial não é exclusiva da OpenAI. Outros países e organizações também têm proposto medidas para controlar o desenvolvimento e o uso da tecnologia.
A União Europeia, por exemplo, aprovou a Lei de IA, considerada a primeira legislação abrangente sobre o tema no mundo. A lei classifica os sistemas de IA por nível de risco e impõe regras mais rígidas para aplicações consideradas de alto risco.
No Brasil, o Congresso Nacional também discute projetos de lei para regulamentar a inteligência artificial. As propostas em tramitação abordam temas como transparência, responsabilidade e proteção de dados.
