agosto 2, 2026
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Os 10 arranha-céus mais altos do mundo

O Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), organização sem fins lucrativos com sede em Chicago, compilou sua primeira lista dos arranha-céus mais altos do mundo em 1996. O objetivo era resolver uma questão: as Torres Petronas, em Kuala Lumpur, eram mais altas que a Sears Tower, em Chicago? As torres malaias têm o teto mais baixo, mas possuem pináculos, enquanto a Sears Tower tem apenas antenas. Foi nesse contexto que a entidade definiu um critério que segue em vigor: no cálculo da altura de um arranha-céu, pináculos contam, mas antenas, letreiros e equipamentos técnicos não.

Outras regras do CTBUH determinam que a altura é medida da entrada principal de pedestres até o topo arquitetônico. Para ser classificado como edifício, e não como torre, pelo menos 50% da altura deve ser ocupável. Esse critério exclui, por exemplo, a Tokyo Skytree, que com seus 634 metros ficaria em terceiro lugar na lista, à frente da Shanghai Tower, por ser uma torre de telecomunicações. Além disso, para entrar no ranking, o arranha-céu precisa estar concluído, com a estrutura finalizada e aberto ao público. Obras em andamento, por mais avançadas que estejam, não são consideradas.

Um efeito conhecido dessas regras é a “altura de vaidade”, a parte do edifício sem função prática que serve apenas para melhorar sua posição na lista. O Burj Khalifa, por exemplo, tem 244 metros de altura de vaidade, quase um terço de sua altura total. Em outubro de 2025, o CTBUH mudou seu nome para Council on Vertical Urbanism. O banco de dados, chamado The Skyscraper Centre, continua o mesmo e segue sendo a única fonte reconhecida pelo setor.

O ranking está estável há anos. O Burj Khalifa é o número um desde janeiro de 2010, há dezesseis anos, o período mais longo de liderança desde o Empire State Building. Os dois edifícios que devem superá-lo enfrentam obras intermitentes: a Jeddah Tower, com 1.008 metros, paralisada em 2017 e retomada em 2023, e a Dubai Creek Tower, que sofreu várias interrupções. O quilômetro de altura segue como um objetivo da arquitetura há um século, ainda não alcançado.

Os dez arranha-céus mais altos do mundo

Burj Khalifa, Dubai, 828 metros – Projetado por Adrian Smith para a SOM, é sustentado por um núcleo de concreto que percorre todo o edifício. Originalmente se chamaria Burj Dubai, mas foi renomeado em homenagem ao governante de Abu Dhabi, que financiou a obra durante a crise financeira.

Merdeka 118, Kuala Lumpur, 679 metros – O nome significa “independência”, e os 118 andares estão no nome. A fachada facetada reflete a luz de diferentes maneiras ao longo do dia. Projetado pela Fender Katsalidis, tirou o recorde malaio das Torres Petronas, que ficam a poucas centenas de metros.

Shanghai Tower, Xangai, 632 metros – A torção de 120 graus ao longo de toda a altura não é apenas um detalhe de design: ela reduz a carga do vento na estrutura em cerca de um quarto. A Gensler revestiu a torre com uma fachada dupla de vidro, com 270 turbinas eólicas no espaço entre as duas camadas.

Makkah Royal Clock Tower, Meca, 601 metros – Projetada pela libanesa Dar Al-Handasah, faz parte do complexo Abraj Al-Bait, de sete torres ao lado da Grande Mesquita. O relógio é visível a mais de 25 quilômetros. O complexo abriga peregrinos do Hajj e é o arranha-céu mais alto já construído com propósito religioso.

Ping An Finance Center, Shenzhen, 599 metros – Quatro colunas de canto que afunilam conforme sobem. O revestimento é de aço inoxidável, com 1.700 toneladas, projetado para resistir à umidade subtropical de Shenzhen. Projetado pela Kohn Pedersen Fox, é o edifício da lista dedicado inteiramente a escritórios.

Lotte World Tower, Seul, 555 metros – Projetado pela mesma firma do Ping An Tower e concluído no mesmo ano. A silhueta afunilada se inspira na cerâmica coreana tradicional. O observatório Seoul Sky, com piso de vidro, fica no 118º andar. O edifício abriga hotel, unidades residenciais, escritórios e lojas.

One World Trade Center, Nova York, 541 metros – 541 metros equivalem a 1.776 pés, o ano da Declaração de Independência dos EUA. Projetado pela SOM, fica no local das Torres Gêmeas. É o único edifício americano no top dez e no Hemisfério Ocidental.

Guangzhou CTF Finance Centre, Cantão, 530 metros – Empatado em oitavo lugar, é o terceiro edifício da lista projetado pela Kohn Pedersen Fox. Tem hotel, unidades residenciais e escritórios em 111 andares, com alguns dos elevadores mais rápidos do mundo. Fica em Zhujiang New Town, um distrito financeiro construído quase todo nos últimos vinte anos.

Tianjin CTF Finance Centre, Tianjin, 530 metros – O outro edifício em oitavo lugar. Mesmo cliente, o grupo Chow Tai Fook, mesma altura, 14 andares a menos. A SOM projetou uma estrutura curva com função aerodinâmica: “confundir o vento”, reduzindo a formação de vórtices. É o edifício mais alto do mundo com menos de 100 andares.

CITIC Tower, Pequim, 528 metros – A britânica TFP Farrells modelou a torre inspirada no zun, um vaso ritual chinês que dá nome e forma ao edifício, largo na base, estreito no meio e largo no topo. É o edifício mais alto de Pequim e o único dos dez dedicado inteiramente a escritórios.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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