março 31, 2026
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Petrobras se antecipa a possível queda do petróleo

A Petrobras não refez seus cálculos e projeções para os preços do petróleo em 2026, mesmo com as altas cotações registradas nos últimos 30 dias. A alta ocorre por causa do conflito entre EUA, Israel e Irã. A diretora de exploração e produção da empresa, Sylvia Anjos, afirmou que a petroleira segue se preparando para patamares mais baixos no mercado externo.

Em entrevista após um evento da FGV Energia em Sergipe, Anjos disse que, se a média de preços se mantiver alta, a companhia “não vai ficar triste”. No entanto, ela ressaltou que a empresa não pode ser surpreendida por uma possível queda mais forte nas cotações nos próximos meses.

“Continuamos trabalhando como se o preço fosse ficar abaixo de US$ 60, segundo nosso plano de negócios [2026-2030]. Isso é bom porque a empresa fica resiliente a qualquer tipo de cenário. Não queremos ser pegos de surpresa”, declarou a executiva.

O foco da Petrobras, segundo ela, está na redução de custos e no aumento da eficiência da produção. A diretora explicou que um aumento de 1% na eficiência da Bacia de Santos, por exemplo, significa adicionar US$ 1 bilhão ao valor presente líquido da companhia.

Anjos destacou que a empresa bateu um recorde recente de produção de gás na Bacia de Santos, atingindo 44 milhões de metros cúbicos por dia. A marca foi impulsionada pelo campo de Búzios.

Outro marco foi a produção de 2,92 milhões de barris de óleo em um dia do mês de março, também considerado um recorde. “Foi um dia daqueles perfeitos, em que tudo funciona”, comentou.

Sobre a atividade na Bacia da Foz do Amazonas, a perfuração do poço Morpho, no Amapá, segue normalmente. A operação ainda não alcançou o reservatório, que está a 6 mil metros de profundidade.

A expectativa é que a perfuração atinja o reservatório no segundo trimestre do ano. Nesse mesmo período, a empresa deve concluir os trabalhos para verificar a presença de hidrocarbonetos.

Anjos salientou que o poço Morpho é o quinto mais profundo da companhia até agora. Ele é semelhante a outros perfurados no pré-sal, com a diferença de que na Margem Equatorial não há uma camada de sal, como nas bacias de Campos e Santos.

Por fim, a diretora informou que a estatal está na fase final de negociações antes de anunciar o resultado da licitação de duas plataformas. Elas serão implantadas na bacia Sergipe Águas Profundas.

De acordo com ela, a empresa ainda ajusta detalhes e negocia valores finais com a SBM, vencedora da licitação para construir as unidades Seap 1 e Seap 2.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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