junho 10, 2026
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Reforma tributária: Empresas se adaptam, mas desafios persistem

Os quatro primeiros meses de adaptação à reforma tributária mostram que as empresas passaram da fase de apenas monitorar regras para focar em uma atuação mais prática. Mas ainda há desafios. Nem todos os contribuintes estão conseguindo cumprir as exigências de destaque de informação dos novos tributos nas notas fiscais, e alguns municípios estão atrasados na disponibilização dos documentos no novo formato.

Em conversa com o blog, Luciano Idésio, vice-presidente Latam para o segmento corporativo da Thomson Reuters, e Edinilson Apolinário, diretor de tributos e conteúdo e líder de reforma tributária da Thomson Reuters, falam sobre a adaptação das empresas e sobre os desafios da reforma tributária.

Segundo Idésio, a entrada dos documentos eletrônicos, em janeiro e fevereiro, foi um período de adaptação e aprendizado. Ele afirma que os principais desafios estavam nos layouts dos documentos municipais, a NFS-e. A empresa entregou o primeiro módulo, de conciliação, e a contabilização será entregue em maio.

Apolinário destaca que o “esquadrão da reforma”, montado no final do ano, ajudou as empresas a navegarem bem nesse início. As dúvidas foram muitas, mas a parte de documentos fiscais de mercadorias, conhecimento de transporte e NFC de varejo foi bem administrada, por serem documentos mais maduros. Ele aponta que muitos municípios ainda não definiram se vão para o modelo nacional ou local, e que a manutenção das versões antiga e nova funcionando evitou travamentos de emissão.

Idésio explica que a reforma criou a necessidade de um módulo de conciliação, que trabalha no nível do documento fiscal, permitindo a auditoria do próprio documento. Isso evita erros e facilita o trabalho do gestor fiscal e de auditorias futuras. Apolinário complementa que tudo acontece agora em tempo real, sendo necessário criticar a pré-apuração diariamente, olhando as transações nos sistemas internos.

Sobre o sistema federal da CBS e o sistema separado do IBS, Apolinário afirma que o piloto da Receita Federal começou em julho do ano passado, e o contexto de apuração assistida é calcado na visão da CBS. Para o IBS, o piloto começou em janeiro. A expectativa é que não haja diferença estrutural, e a solução está preparada para receber informações de sistemas diferentes.

Idésio menciona que, para grandes empresas com dificuldades na cadeia de fornecimento, a empresa propôs uma solução para replicar a solução economicamente. Apolinário conclui que as empresas já estão em outro patamar, com um olhar estratégico para impacto em pricing e contratos, que já precisam ser renovados com o novo modelo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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