A Argentina enfrentou dificuldades na Copa do Mundo e quase sofreu uma derrota vexatória, mas foi salva por um gol contra na prorrogação. A atual campeã mundial esteve pressionada e precisou se esforçar ao máximo para garantir sua vaga nas oitavas de final com uma vitória por 3 a 2, conquistada no limite do tempo extra.
O futebol tem a capacidade de produzir o inacreditável e de lembrar que, mesmo com um roteiro tático bem definido ou favoritismo prévio, o destino de uma Copa do Mundo é decidido nos detalhes mais caóticos. Foi assim que a Argentina flertou com o vexame histórico diante da seleção de Cabo Verde.
O roteiro parecia seguir o esperado quando Lionel Messi abriu o placar, mas a equipe africana não aceitou o papel de coadjuvante e levou o jogo para uma prorrogação de pura tensão. Quando a disputa por pênaltis já era uma possibilidade na mente dos argentinos, o futebol decidiu o jogo com um desvio contra o próprio patrimônio no final do tempo extra, que sacramentou o gol da classificação argentina.
Esse desfecho dramático salvou a equipe sul-americana de uma eliminação que seria ultrajante. A atuação da Argentina foi irreconhecível, e, se tivesse enfrentado um adversário de maior nível, poderia ter sido derrotada de forma contundente. O sufoco serve como alerta, lembrando que a soberba pode custar caro em Copas do Mundo.
Como exemplo, o Brasil de 1982 era favorito e elogiado, mas foi eliminado após um jogo ruim contra a Itália. O recado é claro: no mata-mata, o roteiro está aberto para surpresas até o dia da final.
