julho 10, 2026
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CBF renova Ancelotti com 64,7% de aproveitamento e desafia lógica

CBF renova Ancelotti com 64,7% de aproveitamento e desafia lógica

O diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, classificou como positivo o ciclo de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. A declaração, no entanto, contradiz os números obtidos pela equipe durante o período.

Ancelotti, que recebe um salário de R$ 5 milhões, encerrou sua passagem com 64,7% de aproveitamento. O contrato do treinador foi renovado até 2030. Em comparação, Tite deixou a Seleção com mais de 80% de rendimento e saiu sob forte pressão. A própria CBF mudou a régua da cobrança entre um técnico e outro.

Um dado simbólico da gestão de Ancelotti foi a eliminação para a Noruega. Na partida, o Brasil terminou com apenas 34% de posse de bola. O adversário não é uma potência como França ou Espanha, mas uma equipe de prateleira inferior na Europa que dominou a Seleção Brasileira durante todo o jogo.

Para efeito de comparação, o desempenho de 34% seria equivalente a um gerente de banco passar quase 70% do expediente sem conseguir atender seus clientes. Ou um supermercado abrir as portas com apenas um terço das mercadorias disponível nas prateleiras. Em qualquer profissão, um desempenho assim seria tratado como um problema, não como motivo para promoção.

No futebol da CBF, porém, aconteceu o contrário. Um trabalho que terminou com desempenho inferior ao do antecessor e uma eliminação marcada pelo domínio do adversário virou justificativa para renovar um contrato até 2030, com valores superiores aos de qualquer outra seleção do mundo.

Rodrigo Caetano tem o direito de defender Carlo Ancelotti. O que não pode é tentar convencer o torcedor de que os números contam uma história diferente daquela que todos assistiram dentro de campo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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