julho 5, 2026
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Enola Holmes 3: Crítica do filme que prende

A atriz Millie Bobby Brown retorna como protagonista e produtora do terceiro filme da franquia “Enola Holmes”, disponível na Netflix. Na trama, Enola se prepara para se casar com Lorde Tewkesbury, interpretado por Louis Partridge, mas enfrenta dúvidas sobre sua identidade e o futuro de sua carreira como detetive.

Nos primeiros minutos do filme, Enola aparece fugindo do próprio casamento em cima de uma carruagem, vestindo um vestido de noiva e empunhando uma arma. A cena estabelece o conflito central da personagem, que se sente sufocada pelas expectativas tradicionais impostas a ela.

A trama ganha um novo rumo quando Sherlock Holmes, papel de Henry Cavill, é sequestrado. Enola então precisa deixar de lado suas questões pessoais para embarcar em uma missão em Malta. O filme inclui cenas de perseguição, assassinatos e um segredo do passado que precisa ser revelado.

Henry Cavill aparece por aproximadamente seis minutos em cena, incluindo uma participação gerada por computação gráfica no casamento de Enola. Helena Bonham Carter retorna como Eudoria, a mãe das personagens. Sharon Duncan-Brewster interpreta Moriarty, descrita como uma vilã caricata e maligna.

O longa mantém a tradição da franquia de abordar questões sociais. Desta vez, o foco está na igualdade humana e na pilhagem colonial, com diálogos que criticam o Império Britânico. Frases como “o império britânico não consegue admitir culpa” e “poucos nomes britânicos não são manchados pela dor de seu império” são destaque na produção.

Apesar de falhas reconhecidas no ritmo e no mistério, a crítica defende a continuação da franquia. O argumento é que existe uma carência de produções familiares e leves voltadas para o público infantil e adolescente, que também entreguem comentários sociais acessíveis.

Contexto da produção

Millie Bobby Brown também atua como produtora do filme, ao lado de seu marido Jake Bongiovi, que agora é produtor executivo. Esta é a primeira produção da franquia sem a participação de Sam Claflin como Mycroft Holmes, ausência atribuída a conflitos de agenda.

O diretor Philip Barantini e o roteirista Jack Thorne, conhecido por seu trabalho na série “Adolescência”, optaram por não abordar temas como o manosphere, termo que se refere a comunidades online que promovem visões antifemininas. Em vez disso, o filme seguiu com pautas sobre igualdade e colonialismo.

Ainda não há confirmação oficial sobre um quarto filme da franquia.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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