agosto 12, 2026
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Haddad questiona gestão Tarcísio após PM seguir motorista

Haddad questiona gestão Tarcísio após PM seguir motorista

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo, afirmou que sua equipe vai pedir explicações à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) após uma ação que classificou como “ostensiva” e fora do padrão contra seu motorista, na terça-feira (11). O episódio teria ocorrido por volta das 22h30, depois que Haddad foi deixado em casa, na região do Planalto Paulista, zona sul da capital.

Segundo o relato, policiais militares emparelharam a viatura com o veículo do motorista, se aproximaram do para-choque e o seguiram por um período, sem fazer uma abordagem formal. A Secretaria de Segurança Pública, vinculada ao governo estadual, informou que determinou à Polícia Militar que identificasse as equipes que estiveram ou passaram pela região no período informado para apurar as circunstâncias do caso. A pasta também disse que o secretário Osvaldo Nico Gonçalves entrou em contato com Haddad para buscar informações complementares sobre o trajeto. A nota afirma ainda que “qualquer possível desvio de conduta será devidamente apurado”.

Em entrevista coletiva após participar de uma sabatina promovida pela OAB-SP, Haddad disse que espera ter havido uma confusão. “Eu não sei o que aconteceu, quero crer que possa ter havido alguma confusão, espero que tenha havido uma confusão”, declarou. O candidato justificou a decisão de tornar o caso público: “Por que reportar? Porque não foi padrão. Fosse uma abordagem padrão, não tem nada a ver. Bate no ombro, no final você fala: ‘Boa sorte’, acabou, acabou a história”.

Haddad voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco. Ele contou que, ao chegar em casa, uma luz foi direcionada para dentro do veículo, o que não estranhou de início. A situação incomum teria ocorrido na sequência, quando o motorista foi seguido de perto pela viatura, que emparelhou e colou no para-choque traseiro. O profissional então parou no estacionamento de um hotel na Vila Mariana para saber o que estava acontecendo.

De acordo com os relatos, o motorista perguntou aos policiais se havia algo de errado e recebeu uma resposta agressiva. Depois de um tempo no local, a polícia foi embora e ele seguiu para casa. “O motorista estava muito abalado ainda hoje pela manhã”, afirmou Haddad. “Ele estava abalado até agora, porque tinham três fuzis dentro da viatura, as pessoas olhando para ele. Ele é um trabalhador.”

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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