O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não negociou de boa-fé com o governo americano, o que teria motivado a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita por Rubio em suas redes sociais após o anúncio do novo tarifaço pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR).
“O presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, escreveu Rubio. Ele acrescentou que as políticas econômicas de Lula “são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”. Segundo o secretário, “no último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”.
A sobretaxa de 25% foi anunciada na noite desta quarta-feira (15) e deve entrar em vigor no dia 22 de julho. A medida será aplicada com base na seção 301, uma lei de comércio que autoriza os EUA a retaliar países cujas políticas ou práticas sejam consideradas injustas.
A investigação que levou à tarifa começou em julho do ano passado. Na ocasião, o governo americano classificou a ação como uma reação ao que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Rubio se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no fim de maio deste ano. Na mesma viagem, o filho do ex-presidente esteve com o presidente Donald Trump no Salão Oval. Flávio retornou aos EUA para participar de uma audiência sobre a seção 301, que ouviu principalmente representantes do setor privado. Durante a audiência, ele pediu que os americanos não aplicassem tarifas ao Brasil.
De acordo com um alto funcionário do governo americano, Flávio Bolsonaro não se reuniu com representantes do alto escalão do USTR, como o representante do comércio Jamieson Greer.
