O presidente Donald Trump prorrogou nesta segunda-feira (10) uma isenção que permite que navios estrangeiros transportem petróleo e outros produtos entre portos dos Estados Unidos. A medida ocorre em meio aos impactos da guerra contra o Irã nos preços de energia.
A nova prorrogação tem validade de 90 dias e alcance mais limitado que a anterior, focando especificamente no transporte de produtos energéticos. A informação foi confirmada por um funcionário da Casa Branca.
A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou que a medida busca garantir que as Forças Armadas e setores essenciais mantenham acesso a recursos críticos. Segundo ela, a isenção já impulsionou o fornecimento de gasolina, diesel e combustível para aviões.
Nesta nova fase, a medida também exige verificações sobre a disponibilidade de navios americanos antes de liberar a isenção para viagens individuais.
De acordo com o Instituto Cato, de Washington, mais de 54 milhões de barris foram transportados entre portos americanos por navios estrangeiros desde março, quando a isenção foi criada. Pesquisadores do instituto disseram que a medida aumentou o comércio interno e que a maioria das viagens foi feita em navios sem conexão com adversários dos EUA, como a China.
Os preços do petróleo subiram depois que ataques americanos e israelenses contra o Irã, no fim de fevereiro, iniciaram uma guerra que envolveu o Oriente Médio. O Irã respondeu com um bloqueio de fato do Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte mundial de hidrocarbonetos.
A gasolina também ficou mais cara nos Estados Unidos, pressionando o orçamento das famílias em ano de eleições de meio de mandato.
A Lei Jones, de 1920, determina que a carga transportada entre portos americanos seja levada em navios construídos nos EUA, de propriedade americana e com bandeira americana. A regra foi criada para estimular a indústria naval do país.
O governo Trump concedeu em março uma isenção de 60 dias para suspender a exigência e ampliou a medida no fim de abril, diante das consequências econômicas do conflito. As negociações para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz seguem paradas. Nesta segunda-feira, os preços do petróleo subiram 5% por causa das preocupações do mercado com a região.
