junho 28, 2026
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FAB resgata 13 brasileiros na Venezuela após terremotos

FAB resgata 13 brasileiros na Venezuela após terremotos

Após dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24), o governo federal resgatou 13 cidadãos brasileiros que estavam de passagem pelo país. O transporte dos brasileiros foi feito neste domingo (28). Eles procuraram a Embaixada do Brasil em Caracas em caráter emergencial, já que o aeroporto comercial da capital venezuelana está fechado.

O resgate foi realizado em uma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira). O avião estava no país vizinho para levar ajuda humanitária. O presidente Lula (PT) autorizou o envio de uma missão humanitária brasileira para auxiliar a Venezuela. A equipe partiu a bordo de uma aeronave KC-390 Millennium da FAB, composta por profissionais de diferentes áreas, cães farejadores e equipamentos especializados para operações de busca e resgate.

Ao menos dois brasileiros morreram após os fortes terremotos. Em nota, o Itamaraty lamentou as mortes e informou que as vítimas eram um homem e uma mulher. O homem é Romildo Batista de Lima, 69, morador de Uberlândia (MG). Ele morreu na última quarta-feira (24) quando uma parede desabou sobre ele durante viagem à Venezuela. Ele estava no país desde abril com a esposa, que é venezuelana e visitava a família. O pastor aproveitava para comemorar seu aniversário, que foi no dia 21.

A outra vítima brasileira é Vanessa Zacarias da Silva, 44, que morava no Distrito Federal. “Infelizmente uma fatalidade ocasionada pelos terremotos na Venezuela, mais precisamente na zona costeira de La Guaira, tirou essa pessoa maravilhosa do nosso meio”, disse o irmão dela, Thiago Nogueira.

O número de mortos no país vizinho é de 1.430, com 3.328 feridos. A informação foi dada durante uma entrevista coletiva do governo federal, transmitida pela emissora estatal VTV. Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas, segundo uma estimativa da ONU. “Trata-se de uma operação de socorro extremamente complexa. Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas e mais de 900 morreram. Portanto, a busca nos escombros é uma tarefa colossal”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, em entrevista à AFP, em Genebra.

A extensão da destruição provocada pelos terremotos sugere que o número real de vítimas pode ser muito maior do que o registrado até agora. Para efeito de comparação, terremotos de magnitude semelhante causaram mais de 200 mil mortes no Haiti, em janeiro de 2010; 73 mil mortes na Caxemira, em outubro de 2005; e quase 53,5 mil mortes na fronteira entre Turquia e Síria, em fevereiro de 2023.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima risco de mais de 10 mil mortes. Segundo a análise, há 44% de probabilidade de o desastre causar mais de 10 mil mortes e 30% de chance de ultrapassar 100 mil vítimas fatais. A agência considera fatores como a população exposta às áreas mais afetadas e vulnerabilidade das construções.

Os dois terremotos ocorreram com cerca de 40 segundos de diferença, segundo o USGS, e tiveram epicentros muito próximos entre si. O primeiro tremor teve magnitude 7,2 e ocorreu a oeste de Morón, cidade localizada no litoral venezuelano. O segundo, de magnitude 7,5, foi registrado cerca de 16 quilômetros a sudoeste da cidade.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram prédios e casas danificados, nuvens de poeira e pessoas correndo pelas ruas. O Aeroporto Internacional de Maiquetía, principal do país, também foi atingido. Terremotos são relativamente frequentes na Venezuela, mas a intensidade dos tremores foi considerada atípica. Os sismos mais fortes registrados recentemente no país foram os de Cariaco, em 1997, e o de Caracas, em 1967.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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