agosto 3, 2026
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Flávio diz que aceitará resultado e critica TSE de 2022

Flávio diz que aceitará resultado e critica TSE de 2022

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste domingo (2) que aceitará o resultado das urnas na eleição de 2026. Durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band News, ele disse acreditar que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) será imparcial neste ano, diferente do que classificou como o cenário de 2022.

“Eu vou aceitar, vou concorrer com essas regras. E eu tenho certeza que o TSE, diferente do de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, declarou.

Na entrevista, o senador voltou a reclamar da multa de R$ 22 milhões aplicada pelo ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, contra o PL após as eleições de 2022. Ele afirmou que o tribunal deveria ser o maior interessado na normalidade do pleito, mas que essa não foi a postura observada no último processo eleitoral presidencial.

Em 2026, o comando do TSE será dos ministros Kassio Nunes Marques (presidente) e André Mendonça (vice), ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro. Flávio também repetiu críticas ao ministro Moraes ao longo da pré-campanha e citou, em julho, a proibição de visitas ao pai como uma tentativa de interferência eleitoral.

O tema voltou à tona após episódio no dia 21, quando o senador afirmou a embaixadores que as urnas brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. A informação é falsa, segundo a Justiça Eleitoral, que já havia esclarecido em nota de 2020 que a empresa nunca vendeu urnas ou softwares ao Brasil, tendo fornecido apenas serviços de treinamento técnico.

Neste domingo, Flávio recuou parcialmente e disse que errou ao afirmar que a empresa fornecia as urnas, mas manteve a cobrança por “mais segurança e transparência” no processo eleitoral. Ele negou que esteja contra as urnas e afirmou que o assunto é tratado como proibido, o que, para ele, indicaria ausência de democracia plena no país.

Perguntado se duvidava dos votos que recebeu em 2022, respondeu que não. “Esses votos eu tive.” O senador repetiu que sua candidatura tem caráter de protesto e voltou a criticar o julgamento do pai. Ele disse que, se eleito, pretende aprovar uma anistia ainda na transição de governo.

Flávio afirmou ainda que a transição de governo após as eleições de 2022 ocorreu de forma pacífica e chamou o processo contra Jair Bolsonaro de “farsa”. Na ocasião, o ex-presidente não reconheceu publicamente a derrota nem pediu que apoiadores encerrassem os protestos que culminaram nos atos de 8 de janeiro.

As pesquisas de intenção de voto mostram o senador em desvantagem. No levantamento do Datafolha divulgado em 24 de julho, o presidente Lula (PT) aparece com 48% no segundo turno contra 43% de Flávio. No primeiro turno, o petista marca 40% e o candidato do PL, 32%.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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