julho 9, 2026
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MDB pressiona por vaga majoritária após desistência de Ibaneis

MDB pressiona por vaga majoritária após desistência de Ibaneis

Desde a retirada da candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha, o MDB brasiliense manteve sucessivas discussões sobre seu posicionamento. Como existe uma comissão especial da Executiva Nacional de Brasília para opinar sobre o Distrito Federal, a postura precisará ser tomada de forma coletiva.

Prevalece ainda a tese do único representante federal do partido, o deputado Rafael Prudente, de que o MDB precisa manter um cargo majoritário na sua chapa, como era a postulação de Ibaneis ao Senado. É importante para o partido que sua força seja reconhecida, o que significaria essa representação.

Até agora, a cabeça de chapa, a governadora Celina Leão, não se manifestou sobre isso. Celina mantém seus compromissos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e com a deputada Bia Kicis, ambas do PL, que se declararam pré-candidatas ao Senado. Como ela diz, quer uma chapa com mulheres, uma opção política. Celina quer também preservar, a todo custo, a aliança com o Republicanos, que tem o seu vice, Gustavo Rocha.

O ex-governador Ibaneis Rocha já decidiu que, embora permaneça filiado ao MDB e disposto a participar da vida partidária, não comparecerá às convenções do partido marcadas para o início de agosto nem opinará sobre as chapas que disputarão as eleições no Distrito Federal. Ibaneis não retornará tão cedo a Brasília. Comemora hoje seu 55º aniversário na fazenda do Piauí, de onde comunicou sua renúncia à candidatura. Ibaneis admite que ficou contrariado com a evolução da política da capital desde que deixou o Buriti. Ficará no MDB, mas, ao menos por enquanto, fora da sucessão.

O senador Izalci Lucas reivindicou, nesta quinta-feira, 9, a vaga de senador que seria disputada, na chapa de Celina Leão, pelo ex-governador Ibaneis Rocha. Usou a fórmula de praxe, “colocar o nome à disposição” da direção nacional do PL, seu partido. A preferência de Izalci, porém, é mesmo a candidatura ao Buriti, que lhe foi prometida quando deixou o PSDB pela atual legenda. É evidente que existe aí um confronto de Izalci com a Executiva regional do PL, presidida pela deputada Bia Kicis, que pretende a chapa com Michelle Bolsonaro. Apesar do suspense em torno de uma decisão de Michelle, que está em conflito com o presidenciável Flávio Bolsonaro, a governadora Celina Leão e também a direção regional do PL estão convictas de que Michelle será candidata, mesmo que não faça campanha.

Os partidos de oposição ao Buriti já definiram a estratégia para lidar com o impacto da retirada da candidatura de Ibaneis Rocha: querem ligá-la ao máximo à campanha de reeleição da governadora Celina Leão, usando o tema para enfraquecer a chapa situacionista. O presidente regional do PT, Guilherme Sigmaringa, avaliou que a saída se deve a um cálculo do ex-governador: ele percebeu que perderia a eleição e deixou o jogo para evitar a derrota.

A oposição aposta em ligar a desistência de Ibaneis ao caso Master, que provocaria o encolhimento das intenções de voto dos situacionistas. Assim, acha imprescindível colar a imagem do ex-governador à sucessora. O candidato do PT ao governo, Leandro Grass, disse, nesta quinta-feira, 8, que o mais importante em tudo isso é verificar “a participação de Ibaneis e de Celina no escândalo do BRB-Master”. Ou seja, essa vinculação precisa ser estabelecida e explorada. A partir daí, concluiu Grass, “chega a hora de que o presidente Lula tenha no Buriti um aliado e não alguém que seja leal à família Bolsonaro, mas à nossa cidade”.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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